Eu sempre passei uma impressão de que era forte,eu não chorava na frente dos outros pra não dizerem que eu era sensível, e quem mexesse comigo tomava porrada.
Nunca falei dos meus sentimentos pra ninguém, eles não eram igual a mim, não iriam entender.
Eu me considerava invencível, imortal, nada podia me abalar. Era tudo mentira, eu mentia pra mim mesma pra ver se conseguia preencher o vazio dentro de mim, isso não era passageiro, a ferida vai embora e a cicatriz fica, pra sempre. E então, o que eu era por fora era diferente de mim, lá dentro.
Eu não era forte, eu chorava todos os dias, eu era sensível, não era invencível ou imortal, era humana.
Um dia, eu consegui preencher esse vazio, e minha ferida já não sangrava. Ou eu pensei ser assim, por que depois de meses minha ferida vertia sangue e minha cabeça já não estava no lugar.
A vida me passara uma rasteira, ela realmente queria me ver sofrer, não tinha mais motivos pra ser feliz, não tinha ninguém que me fizesse sorrir, eu vivia só por viver, por não ter coragem de acabar com minha dor.
Meus olhos eram como cachoeiras, meu rosto se afogara em lágrimas.
Então não me pergunte porque os ventos sopram par o sul, e não me fale que não consegue, nós conseguimos.
Espere essa tempestade passar, espere que meus olhos não sangrem mais , pois mesmo estando distante, consigo sentir seu coração pulsar.
Tente ouvir o meu , implorando por perdão, gritando seu nome.
E não diga que não da mais, você é forte, nunca mais chore, nada mudou.
Só me perdoe por enquanto, as águas vão se tornar calmas, as ondas não vão mais quebrar nas rochas.
Mas nunca se esqueça, mesmo que difícil, o amor nunca morre.
I miss you, Larissa Carletto.
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